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Festa Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta
“Olhá-los é olhar uma concretização da mensagem de Fátima”
Irmã Ângela Coelho em entrevista

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Celebramos no dia 20 de fevereiro a Festa Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto. A Irmã Ângela Coelho, postuladora da causa de Canonização dos Beatos, concedeu-nos uma entrevista, através da qual podemos compreender melhor o sentido desta Festa.

Esta entrevista foi concedida pela Irmã Ângela Coelho ao Centro de Comunicação do Santuário de Fátima, com autorização para publicação no sítio da Postulação de Francisco e Jacinta.

Agradecemos à Irmã Ângela pela disponibilidade com que nos acolheu e pelo entusiasmo com que continua a transmitir a mensagem da vida dos videntes de Fátima.

Entrevista por Sandra Dantas, Centro de Comunicação do Santuário de Fátima.

Porquê o dia 20 de fevereiro para celebrar a Festa Litúrgica dos Pastorinhos?

Irmã Ângela Coelho – A escolha do dia 20 de fevereiro para a celebração litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta prende-se com o facto de nesse dia se recordar a morte da Jacinta, a última dos dois irmãos a falecer. As festas litúrgicas dos santos recaem muito frequentemente no dia da sua morte que, na comunidade eclesial, é tido como o dies natalis, o dia do nascimento para a vida eterna. No caso do Francisco e da Jacinta, optou-se por evocar a sua memória na data da mais nova dos dois videntes de Fátima.

Qual o sentido desta Festa para a Igreja e para o Mundo?

Irmã Ângela Coelho – Celebrar a santidade de um servo de Deus é celebrar, primeiro, a santidade de Deus, o todo Santo que santifica cada mulher e cada homem dispostos a acolher o dom da sua graça. No caso concreto da celebração litúrgica do Francisco e da Jacinta, damos graças a Deus pela forma muito particular como viveram a sua vocação à santidade. Olhando hoje a vida destas duas crianças conseguimos intuir que viveram os apelos com que Nossa Senhora os desafiou, de tal forma que olhá-los é olhar uma concretização da mensagem de Fátima.

A festa dos Beatos Francisco e Jacinta há de ser também estímulo para a nossa própria vocação à santidade, para a nossa disponibilidade para acolher com confiança a vontade de Deus e os seus desígnios de misericórdia. Ao mesmo tempo, é estímulo à oração e à confiança na intercessão destes dois amigos de Deus, através de quem confiamos as nossas alegrias e dores a Deus.

A mensagem que os Pastorinhos escutaram de Nossa Senhora e transmitiram ao mundo não está circunscrita num determinado tempo histórico?

Irmã Ângela Coelho – Os pastorinhos acolheram a mensagem de Nossa Senhora num contexto histórico particular e importa não perder este contexto de vista, na medida em que ele é o destinatário primeiro da mensagem de Fátima e a sua compreensão facilita-nos chaves de leitura para a mensagem. Tem já sido frequentemente sublinhado que Fátima, no conjunto das aparições marianas, é aquela que apresenta uma das mensagens mais proféticas e políticas. De facto, percorrer as Memórias da Irmã Lúcia é descobrir também o olhar de esperança que Deus lança sobre o século que passou: um olhar realista sobre o drama do sofrimento e do pecado, mas um olhar pleno de esperança e de misericórdia.

Isto não significa, no entanto, que esta mensagem não tenha já lugar no nosso tempo. Se Fátima não faz outra coisa que sublinhar a boa nova do Evangelho – e podemos reconhecer os muitos traços evangélicos da mensagem de Fátima: a oração, a conversão, a vivência teologal, a adoração e conformação da vida com Deus… – é, então, de esperar que a sua mensagem seja de sempre e para sempre. Ninguém ousaria desclassificar a atualidade da mensagem de Fátima quando aquilo que nela se sublinha é o apelo a encontrar-se no amor de Deus e a comprometer-se com ele.

Nas aparições, Nossa Senhora pede aos Pastorinhos que façam sacrifícios pelos pecadores. Este pedido ainda faz sentido no nosso tempo?

Irmã Ângela Coelho – Temos hoje receio da palavra «sacrifício», que nos incomoda e nos parece estranha. E, no entanto, o sacrifício é a dinâmica em que se dá a vida. Basta recordarmos o momento do nascimento de uma vida humana para compreendermos que o dom da vida implica o sacrifício pelo outro.

Sacrificar-se pelos pecadores não é outra coisa do que dispor-se a oferecer a sua vida pelos que se afastaram do amor de Deus. No fundo, é aceitar participar da missão redentora de Jesus, de congregar tudo e todos na casa de Deus.

Para além de ser a forma de assumir corajosamente a realidade da vida, o sacrifício pedido em Fátima é também um exercício com que os pastorinhos, primeiro, mas também cada um de nós, hoje, somos chamados a polir a nossa liberdade para a gratuidade e o dom de toda a nossa existência a Deus pelos irmãos.

Qual é o ponto da situação do Processo de Canonização da Irmã Lúcia? E do Francisco e da Jacinta?

Irmã Ângela Coelho – Os processos de beatificação e canonização são processos frequentemente morosos, que exigem um estudo aprofundado das vidas dos servos de Deus, e a confiança, por parte dos fiéis, na sua fama de santidade. Basta recordar que os processos de beatificação do Francisco e da Jacinta deram os seus primeiros passos em 1952 e foi apenas em 1989 que o seu decreto da heroicidade das virtudes foi assinado pelo Papa João Paulo II, abrindo caminho à beatificação que aconteceu no ano 2000, depois de comprovado um primeiro milagre alcançado pela sua intercessão.

O processo de beatificação da Lúcia encontra-se ainda na fase diocesana. Trata-se de um exigente estudo da vida da Lúcia, dos seus escritos, dos testemunhos que se recolheram, para que ela possa ser proposta como exemplo de fé cristã amadurecida. Continuamos a trabalhar neste processo.

Quanto ao processo de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta, falta apenas que um milagre se dê através da sua intercessão. Entretanto, o nosso trabalho é o de difundir o seu exemplo de vida e de suscitar nas pessoas a confiança na amizade com Deus destas duas crianças de Fátima.

Será possível definir cada um dos Pastorinhos com apenas uma palavra?

Irmã Ângela Coelho – Embora breves, as vidas de Jacinta e de Francisco são de uma tal riqueza espiritual que qualquer definição breve das suas vidas será sempre demasiado redutora. Ainda assim, se quiséssemos encontrar a palavra que melhor define cada um dos Pastorinhos, arriscaria a dizer que a Jacinta se define pela «compaixão», o Francisco pela «contemplação» e a Lúcia pela «fidelidade».

 

Sandra Dantas

Festa Litúrgica dos Pastorinhos de Fátima

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No dia 20 de fevereiro celebra-se a Festa Litúrgica dos Pastorinhos de Fátima.

Para assinalar a data, as celebrações em Fátima têm início no dia 19 com as vésperas dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, na Capelinha das Aparições, pelas 17:30.

A Festa continua no dia 20 com a oração do Rosário, pelas 10:00, na Capelinha das Aparições, seguida de procissão para a Basílica da Santíssima Trindade, onde será celebrada a Eucaristia com a benção das crianças às 11:00.

Na parte da tarde, pelas 15:00, haverá um momento de meditação sob o tema “Encontro com os Pastorinhos”.

Para terminar com o melhor vinho, às 17:30 terá lugar um momento de Adoração, “Adorar com os Pastorinhos”, na capela do Santíssimo Sacramento.

Concerto evocativo dos Três Pastorinhos de Fátima

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Vídeo de Apresentação

No âmbito das comemorações do Centenário das Aparições em Fátima, o Santuário vai promover a realização de um concerto evocativo dos pastorinhos de Fátima, a 20 de fevereiro, data da Festa Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta, na Sé Patriarcal de Lisboa.

O momento alto do concerto, intitulado “Sem amor nenhuns olhos são videntes”, será a estreia nacional da peça musical “Drei Hirtenkinder aus Fatima – Os Três Pastorinhos de Fátima”, da autoria de Arvo Pärt, compositor estoniano de referência na música contemporânea.

O concerto será apresentado em três partes, com o seguinte alinhamento: Coro Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa; João Santos, organista titular do Santuário de Fátima; Coro Anonymus. A entrada é livre.

No dia 8 de março, pelas 15:00, o concerto será reapresentado, com uma ligeira adaptação do alinhamento, na nova Igreja dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, na Paróquia dos Marrazes (Quinta do Alçada), Diocese de Leiria-Fátima. Esta Igreja será dedicada aos Beatos Francisco e Jacinta no próximo dia 22 de fevereiro.

10.º aniversário do falecimento da Irmã Lúcia com programa evocativo

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O 10.º aniversário do falecimento da Irmã Lúcia, a 13 de fevereiro de 2015, será assinalado por uma programa evocativo, com um conjunto de celebrações e iniciativas no Carmelo de Santa Teresa (Coimbra), onde a vidente de Fátima residiu e onde faleceu. A evocação do seu falecimento é ocasião de recordar a figura da carmelita que testemunhou, durante a sua longa vida e a partir da clausura do convento, a mensagem de misericórdia que lhe fora confiada em Fátima. É ocasião de evocar também as vidas de quantos se deixaram converter à luz dessa mensagem, a começar pelos Beatos Francisco e Jacinta.

A evocação da Irmã Lúcia será composta pelos seguintes momentos:
16h30: Acolhimento, pelo P. Aníbal Castelhano, vice-postulador da Causa da Irmã Lúcia;
16h40: O século de Lúcia: do silêncio da clausura ao silêncio da historiografia, por Marco Daniel Duarte, diretor do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima;
17h15: Lúcia de Jesus: uma vida na Luz e para a Luz, pela Ir. Ângela de Fátima Coelho, vice-postuladora da Causa da Irmã Lúcia;
18h00: Eucaristia, presidida pelo P. Joaquim Teixeira, OCD, provincial dos Carmelitas Descalços;
21h00: Vigília de Oração, presidida pelo P. Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima.

Novo ano pastoral evoca a aparição de agosto de 1917

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A 29 de novembro assinalou-se, no Santuário de Fátima, a abertura do novo ano pastoral. “Santificados em Cristo” é o tema do ano pastoral de 2014-2015, que será marcado por várias iniciativas e celebrações, que têm como principal objetivo evocar e celebrar a aparição de agosto de 1917.

Na sessão solene da jornada de abertura, que decorreu no Salão do Bom Pastor, o padre Carlos Cabecinhas, Reitor do Santuário de Fátima, lembrou que as jornadas de apresentação de cada ano pastoral se realizam desde 2010 e que se apresentam como “um caminho de preparação e celebração do Centenário das Aparições, em 2017”.

“O ano pastoral de 2014-2015 no Santuário de Fátima terá como tema ‘Santificado em Cristo’. O núcleo teológico que subjaz a este tema é a santidade de Deus, na qual ele nos faz participar”, um tema que nos recorda “que a santidade, enquanto vida de comunhão com Deus e em conformidade com a Sua vontade, é a vocação de todo o cristão”.

O padre Carlos Cabecinhas lembrou ainda que a oração é a atitude crente que o Santuário de Fátima pretende destacar (e que encontra o seu ponto de partida nas palavras de Nossa Senhora, na aparição de agosto – “Rezai, rezai muito”): “O cristão, ao descobrir-se membro do Corpo de Cristo, que é a Igreja, sente-se vinculado aos outros e sente-se também responsável por eles; a oração faz parte desta responsabilidade pelos outros”.

O itinerário temático para o 5.º ciclo está disponível no site do Santuário de Fátima.

Fonte: Santuário de Fátima

“Neste vale de lágrimas” – exposição temporária

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Inaugurada a 29 de novembro, a exposição temporária “Neste vale de lágrimas”, que evoca a aparição de agosto de 1917, propõe aos visitantes, a partir das palavras da Salve-Rainha, uma reflexão sobre o contexto político e ideológico que marcava o país e o mundo na segunda década do século XX.

“E depois do desterro…” é o título da primeira parte desta exposição. Aqui o peregrino é conduzido desde a Cova da Iria até Aljustrel, ao lugar dos Valinhos, espaço onde, segundo os videntes, ocorreu a aparição de agosto. Neste percurso são apresentadas duas versões da mesma viagem, referentes a agosto de 1917: uma contada pelo olhar de um crente e outra pelo olhar dos jornais anticlericais que parodiavam Fátima. O visitante terá a possibilidade de contactar com objetos que, nestes dias de agosto, Francisco, Jacinta e Lúcia tocaram.

A segunda parte da exposição, intitulada “Gemendo e chorando”, faz memória dos grandes conflitos bélicos do século XX (a Primeira e Segunda Guerras Mundiais e a Guerra Colonial). São apresentadas peças de destaque, tais como “O Cristo das Trincheiras”, uma farda militar da Segunda Guerra Mundial e a escultura “Jaz morto e arrefece o menino de sua mãe”, de Clara Menéres, uma das mais expressivas contestações estéticas à guerra do Ultramar.

Na terceira e última parte da exposição, “Rogai por nós, Santa Mãe de Deus”, é apresentado o caminho que, segundo o testemunho dos videntes, a Virgem Maria indicou para alcançar a paz: a oração do rosário. Aqui encontram-se expostos alguns terços do acervo do Museu do Santuário de Fátima, dos quais se destaca o terço oferecido a Nossa Senhora de Fátima pelo papa Francisco, em outubro de 2013, e o terço oferecido pelos pescadores de Caxinas, após o naufrágio de 2011.

A exposição pode ser visitada no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade, no Convivium de Santo Agostinho, todos os dias da semana, entre as 9h00 e as 19h00, até 31 de outubro de 2015.

Santuário de Fátima divulga programa de Natal

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O programa celebrativo do tempo de Natal no Santuário de Fátima já foi divulgado. Partilhamos o programa, com os votos de um Santo Natal:

21 de dezembro
Concerto de Natal
15h00 – Centro Pastoral de Paulo VI
PROGRAMA
Música Coral do Natal
Música para orquestra de plectros
Guitarra portuguesa
Intérpretes:
Ensemble Vocal Novas Tessituras
Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins
Artur Caldeira – Guitarra Portuguesa
Entrada livre

24 de dezembro
Vigília Natalícia
23h00 – Missa do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, na Basílica da SS.ma Trindade.
Neste dia, não há rosário às 21h30.

25 de dezembro
Solenidade do Natal do Senhor (programa de domingo)
Missas do dia com osculação da imagem do Menino Jesus.

28 de dezembro
Sagrada Família de Jesus, Maria e José
11h00 – Missa, na Basílica da SS.ma Trindade, com consagração das famílias.

31 de dezembro
Vigília de Oração e Convívio
22h00 – Missa com Te Deum de Ação de Graças, na Basílica  da SS.ma Trindade; Procissão para a Capelinha e recitação do Rosário.
00h00 – Toque do carrilhão, consagração ao Imaculado Coração de Maria e gesto da Paz.
00h30 – Chá-convívio, na Casa de Retiros de Nossa Senhora das Dores.
Neste dia, não há rosário às 21h30.

Arvo Pärt dedica composição aos Pastorinhos

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Arvo Pärt, compositor de referência da música contemporânea, criou uma peça musical dedicada aos Pastorinhos de Fátima, que será apresentada em concerto a 20 de fevereiro de 2015, festa litúrgica dos beatos Francisco e Jacinta Marto, na Sé de Lisboa.

O compositor estoniano esteve em Fátima em maio de 2012, a convite do Santuário e no âmbito das Comemorações do Centenário das Aparições de Fátima. Tendo-lhe sido proposta a apresentação de um texto-testemunho acerca da experiência da visita à Cova da Iria, para publicação na revista cultural  Fátima XXI, Arvo Pärt fez chegar ao Santuário o manuscrito de uma composição musical, datada de 19 de maio, dedicada aos Pastorinhos e intitulada Drei Hirtenkinder aus Fatima (Os três Pastorinhos de Fátima). Trata-se de uma breve peça para coro misto a cappella, composta sobre o texto de um versículo do salmo 8.

Manuel Lourenço Silva, produtor executivo da programação musical para o Centenário das Aparições, refere que com esta composição “por um lado, o nome de Fátima ficará registado no catálogo de obras de um dos maiores compositores de sempre; por outro lado, o título e o texto escolhidos para a composição musical que dedicou aos Pastorinhos destacam a importância das vozes das crianças enquanto mensageiras; por último, e talvez o aspeto mais importante, revela que Arvo Pärt se sentiu tocado pela espiritualidade e pela mensagem de Fátima”.

O manuscrito-testemunho foi publicado na edição de 13 de outubro da revista cultural Fátima XXI, na rubrica “Ler, Ouvir e Ver Fátima”.

Fonte: Santuário de Fátima

Fátima XXI dedica caderno principal aos videntes de Fátima

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O segundo número da revista cultural Fátima XXI, publicado a 13 outubro, dedica o caderno principal aos pastorinhos de Fátima. Intitulado “Os Videntes de Fátima”, esta secção conta com diversas colaborações de diferentes áreas, que resultaram num conjunto de artigos com uma multiplicidade de perspectivas que enriquecem este caderno temático.

Pedro Valinho Gomes, assessor da Postulação de Francisco e Jacinta Marto, coordenou este caderno e apresenta-o como “um retrato dos três videntes, valendo-se da descrição em fac-simile, do seu rosto e da evocação do seu espírito. As abordagens, muitas, que conduzem esta visita às crianças do olhar, meninos-videntes, chegam-nos de diferentes quadrantes, da teologia à iconografia, da história à espiritualidade, da museologia à literatura, e permitem-nos penetrar a sua intimidade pela perspectiva de ângulos diversos”, na esperança de que ao “contemplar o olhar infantil destes três pastores de Fátima, se possa intuir algo do toque de Luz que converteu as suas vidas numa permanente vidência do Olhar da Misericórdia.”

O caderno “Os Videntes de Fátima” inclui os seguintes artigos:
- Memória de três crianças com os olhos cheios de Deus: Retrato | Carlos Azevedo Mendes
Evocação | Lúcia de Jesus
“A Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo.” Breve cronologia anotada dos três videntes | Pedro Valinho Gomes
- Nascer de novo. Chegar a ser criança ou a graça de se receber do outro | José Frazão Correia
- As crianças-profetas de Fátima: discernimento eclesial sobre a visão de 13 de outubro de 1917 | Franco Manzi
- Jacinta segundo Lúcia: retórica e língua do primeiro escrito | Cristina Sobral
- E os vossos jovens terão visões (Joel 2,28): as crianças de Fátima e a visão do (in)visível | José Rui Teixeira
- Os videntes de Fátima e os seus atributos iconográficos: as representações artísticas de Francisco, Jacinta e de Lúcia nos diferentes espaços do Santuário de Fátima | Marco Daniel Duarte
- Os testemunhos materiais dos videntes de Fátima: o olhar da Museologia | Sónia Vazão
- Os três pastorinhos, sinal de Deus para o nosso tempo | Ângela de Fátima Coelho
- O culto de duas candeias que Deus acendeu: exemplarão das primeiras evocações dos bem-aventurados Francisco e Jacinta | Pedro Valinho Gomes
- Na verdade estas crianças são santas! Os irmãos Marto e o reconhecimento da heroicidade das virtudes nas crianças | Stefano Perego
- Quem dizem os homens que eles são? Palavras sobre os Pastorinhos de Fátima | Seleção de Pedro Valinho Gomes

O número 2 da revista cultural Fátima XXI está à venda na Livraria do Santuário de Fátima (livros@fatima.pt).

 

Irmã Ângela Coelho nomeada vice-postuladora da causa de beatificação da Irmã Lúcia

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A Irmã Ângela de Fátima Coelho, postuladora da causa de canonização de Francisco e Jacinta Marto, foi nomeada vice-postuladora da causa de beatificação da Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. Com esta nomeação, feita a 8 de setembro pelo postulador romano da causa, padre Romano Gambalunga, a Irmã Ângela Coelho passou a integrar o grupo de trabalho responsável pela promoção da causa para a beatificação da mais velha dos três videntes de Fátima.

“Recebi este convite com sentido de responsabilidade, mas também com muita alegria, por poder colaborar na causa da Irmã Lúcia, que está tão ligada à mensagem de Fátima, que é a causa que sirvo há alguns anos”, afirmou a Irmã Ângela Coelho. “Eu sou o novo elemento que se acrescenta à equipa que já está. A Comissão Histórica está a trabalhar e vai continuar a trabalhar; o Tribunal, que está a ouvir testemunhas, vai continuar a ouvir, ou seja, o meu papel vai ser, em concertação com o atual vice-postulador, sempre colaborar na organização; são mais dois braços para trabalhar; de facto a causa tem alguma complexidade”, explicou, em declarações ao Santuário de Fátima e à Agência Ecclesia.

A complexidade da causa prende-se essencialmente com o grande volume de documentação a tratar, tal como explicou a Irmã Ângela Coelho: “A Irmã Lúcia tem muitos anos em que se correspondeu com a suprema hierarquia da Igreja, com vários Papas (…), há toda a questão relacionada com a consagração, com o desenvolvimento do Segredo, ou seja, há uma grande correspondência da Lúcia como apóstola da mensagem de Fátima; este é o papel que a Lúcia desenvolve como Carmelita. (…) É toda esta figura riquíssima que temos de saber explorar e apresentar, com os traços da sua santidade específica”.

São mais de dez mil os documentos não publicados da autoria de Lúcia de Jesus que têm de ser analisados tanto do ponto de vista histórico, como teológico, no sentido de se “provar que a Lúcia nunca disse ou escreveu nada contra a fé, [contra] os costumes da igreja, e isso é um trabalho moroso”, daí a necessidade da nomeação de um novo vice-postulador para a causa.

Para a vive-postuladora, a Irmã Lúcia de Jesus é um dos rostos femininos portugueses mais proeminentes do século XX: “Se repararmos, os últimos anos de atividade do pontificado de João Paulo II estão muito ligados com Fátima, a questão da consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, toda a questão do apelo que o Papa João Paulo II, e o próprio Bento XVI, faz da interpretação da Mensagem – de apelar ao mundo católico para viver a Mensagem – e que o Papa Francisco reiterou ao querer que a imagem de Nossa Senhora da Capelinha fosse [a Roma] na Jornada do Ano da Fé [mostram] esta grande importância que é dada à Mensagem de Fátima e o impacto que teve na história do mundo; a protagonista humana foi a Irmã Lúcia. “

“Há muito do que historicamente foi acontecendo (…) nas últimas décadas que se deve à ação direta, epistolar sobretudo, da Irmã Lúcia, à sua oração, ao seu sacrifício; de facto, é uma mulher incontornável no panorama católico em Portugal e na Igreja”, sublinhou a Irmã Ângela Coelho, que se manterá como postuladora da causa de canonização de Francisco e Jacinta Marto, beatificados em 2000 por João Paulo II, em Fátima.

Fonte: Santuário de Fátima

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