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Postulação

Quem somos

A Postulação do Francisco e da Jacinta Marto é uma instituição da Igreja Católica que, trabalhando sob a direcção da Congregação da Causa dos Santos e do Bispo da Diocese de Leiria-Fátima, tem como missão promover o processo de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto.

Este trabalho desenvolve-se através da divulgação da vida e da santidade dos Pastorinhos, e da difusão do seu culto entre o povo de Deus, estimulando também a que as pessoas peçam graças através da intercessão dos Pastorinhos.

Compete-nos administrar todo o processo, salientar a importância dos Pastorinhos para a piedade dos cristãos e promover o conhecimento da sua personalidade e espiritualidade.

Postuladora

Postuladora com Papa Francisco

Ângela de Fátima Coelho da Rocha Pereira da Silva é religiosa, da congregação Aliança de Santa Maria, e médica.

Nasceu em 1971, em Frende (Baião), e viveu no Porto, onde frequentou o ensino secundário. Licenciou-se em Medicina, na Faculdade de Medicina do Porto, em 1995, e lecionou nesta mesma faculdade. Entrou para a Congregação da Aliança de Santa Maria em 1995. Fez Licenciatura em Ciências Religiosas pela Universidade Pontifícia de Comillas, em Madrid, em 2008.

Exerce medicina no Hospital de Leiria e na Unidade de Cuidados Continuados, da Batalha. É docente no Curso Geral de Teologia do Centro de Formação e Cultura da Diocese de Leiria-Fátima.

Nomeada Vice-Postuladora da Causa de Canonização da Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, pelo Postulador P. Romano Gambalunga em 8 de Setembro de 2014.

História da causa

Os Processos de Canonização de Francisco e Jacinta Marto foram introduzidos pelo Bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, em 1952. Nessa altura, foi nomeado Postulador o Cónego João Pereira Venâncio que dará início aos dois Processos.

A primeira sessão dos Processos diocesanos para o inquérito sobre as virtudes dos pastorinhos foi realizada a 30 de Abril de 1952, tendo sido concluídos em 2 de Julho de 1979 e 3 de Agosto de 1979, para a Jacinta e o Francisco respectivamente.

O Cónego João Pereira Venâncio fora, entretanto, nomeado bispo em 1954, e assumira a Diocese de Leiria em 1958. Em 1960, ele nomeia o P. Luís Kondor, SVD, como Postulador das Causas dos dois pastorinhos, cargo que o sacerdote húngaro ocupará até 2009, ano do seu falecimento.

Em 1979 os Processos foram entregues em Roma e, nesse mesmo ano, o P. Paolo Molinari, SJ foi nomeado Postulador in urbe e o P. Luís Kondor, SVD, Postulador extra urbem. Depois de um longo debate sobre a possibilidade da espiritualidade de uma criança alcançar maturidade de fé – já que, até então, apenas se canonizara crianças cristãs martirizadas –, a Congregação para a Causa dos Santos emite um parecer sobre a «idoneidade dos adolescentes para o exercício heróico das virtudes e do martírio», no qual se mostra favorável à possibilidade da canonização de crianças no uso da razão.

Com esse parecer favorável, as Positio sobre as virtudes do Francisco e da Jacinta foram redigidas e apresentadas à Congregação para a Causa dos Santos em 1988. A 13 de Maio de 1989, o Santo Padre João Paulo II  decretou solenemente a Heroicidade de Virtudes dos Servos de Deus Francisco e Jacinta Marto, concedendo-lhes o título de Veneráveis.

A 22 de Junho de 1999 foi aprovado um milagre de cura pela intercessão de Francisco e de Jacinta, abrindo-se, assim, o caminho da Beatificação de ambos através de um mesmo processo único. A 13 de Maio de 2000, ano jubilar, o Papa João Paulo II, em Fátima, beatificou Francisco e Jacinta. A história da Igreja testemunhou, assim, pela primeira vez, a beatificação de crianças não-mártires com tão pouca idade (Jacinta faleceu com 9 anos e seu irmão com 10).

A 1 de Novembro de 2009 foi nomeada Postuladora extra urbem a Ir.ª Ângela de Fátima Coelho, ASM. A 22 de Junho de 2012, é nomeada Postuladora in urbe. O trabalho da causa continua, na esperança de um novo milagre que conduza à canonização de Francisco e Jacinta.

IDENTIDADE GRÁFICA

 

O CONCEITO
A identidade gráfica desenvolvida para a Postulação reflecte a experiência mística vivenciada por Francisco e Jacinta, onde o real se entrelaça com o divino. As crianças, o vestuário de época, as mãos  em oração remetem para uma realidade em equilíbrio com o divino, representado pela luz, pelo coração e a respectiva conversão. Em oração, oferecem o seu coração a Deus. Queremos mostrar crianças reais que no seu contexto de época não se distinguem dos outros meninos. São estas crianças comuns que Deus vai tocar e fazer viver uma experiência transcendente. Na sua simplicidade não conseguem guardar só para si a alegria interior que Deus lhes sopra e a beleza de uma Senhora que dá sentido ao sofrimento e pede pela felicidade e conversão da humanidade. Francisco e Jacinta vivem esta experiência em cumplicidade, porque são irmãos, porque estão próximos no espaço e na idade, e nisto se distinguem da prima que admiram e querem seguir enquanto pastores. Mais tarde, ambos partilhavam juntos a espera por Lúcia, quando esta regressava com o rebanho.

As crianças estão envolvidas em três corações em rotação, que espelham a refracção da luz, o brilho e o movimento interior que sentiram aquando das aparições. Três é o número de videntes – Francisco, Jacinta e Lúcia – e o tipo de vivências relacionais experienciadas pelas crianças (Anjo, Nossa Senhora e Nosso Senhor).

No centro dos corações, encontramos dois meninos no coração de Deus, centrados em Deus e unidos pela oração. A oração é o centro de tudo, é nela que encontram o sentido para a sua vida, as suas circunstancias e os seus sacrifícios; a oração é o gesto de amor interior e de direccionamento para Deus. Pela oração, as crianças aproximam-se do próprio coração e do coração de Deus.

VARIAÇÕES
A identidade gráfica desenvolvida para a Postulação apresenta várias versões, que respondem a diferentes públicos e níveis de comunicação. A par da versão institucional, foi criada uma versão eclesiástica, direccionada para abordagens mais formais. Sem se afastar do enquadramento definido para o logótipo, esta versão apresenta a folhagem da azinheira em redor do símbolo, rematada com a cruz do arco edificado em 1917 na Cova da Iria.

Paralelamente foram desenvolvidas versões individuais para suportes específicos que visam comunicar as características de Francisco e Jacinta. As duas versões estão fortemente associadas à Luz e à Natureza, pela ligação dos meninos com a mesma. Assim, encontramos na identidade gráfica de Francisco um pássaro, pois gostava muito de animais, e na de Jacinta um lírio, flor que costumava colher nas encostas da serra.

Francisco Marto
“Dos três o mais sensível à natureza, gosta muito de animais e apaixona-se pelo seu pífaro.”
in Boletim dos pastorinhos

Jacinta Marto
“Como a Jacinta gostava tanto de flores, à volta colhia um ramo, na encosta, de lírios e peónias, quando os havia.”
in memórias da Irmã Lúcia